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Panorama geral do e-commerce em 2025

O e-commerce brasileiro deve faturar R$ 224,7 bilhões em 2025, crescimento de 10% em relação a 2024, segundo a ABComm (E-commerce Brasil).Mais de 70% desse volume será gerado por marketplaces, confirmando que esses canais são hoje o coração do comércio eletrônico no país.

Neste artigo, você vai entender:

  • O cenário atual do e-commerce brasileiro.
  • Quem são os líderes de 2025.
  • Quais fatores estão impulsionando os marketplaces.
  • O papel de novos players internacionais.
  • Oportunidades e desafios para marcas e lojistas.

Panorama do e-commerce no Brasil em 2025

O setor começou o ano em ritmo acelerado. Em janeiro de 2025, o e-commerce movimentou R$ 155 milhões, distribuídos nos principais segmentos:

  • Roupas e Acessórios: R$ 68,5 milhões
  • Casa e Jardim: R$ 49,3 milhões
  • Infantil: R$ 16,6 milhões
  • Saúde e Bem-estar: R$ 10,7 milhões

Esses números mostram não apenas crescimento, mas também diversificação dos hábitos de consumo online.

Principais marketplaces do Brasil em 2025

Em julho de 2025, a Temu se tornou o maior e-commerce do Brasil, com um crescimento de 70% nos acessos, superando até mesmo o Mercado Livre e a Shopee. Apesar de terem crescido 10% no mesmo período, o Mercado Livre, pela primeira vez, foi ultrapassado no ranking de e-commerces brasileiros com maior número de acessos. A Shopee, por sua vez, segue forte, mas com um novo concorrente de peso.

A Amazon continua investindo em logística e fidelização por meio do Prime, enquanto o Magalu aposta no fortalecimento de seu ecossistema digital para competir com os líderes globais. O Mercado Livre, por sua vez, anunciou um aporte recorde de R$ 34 bilhões em 2025, focado em logística, tecnologia e na criação de 14.000 novos empregos apenas no Brasil (Reuters).

O que está impulsionando os marketplaces?

O crescimento é resultado de uma combinação de fatores estruturais. A pandemia acelerou definitivamente a digitalização do varejo, consolidando hábitos de compra online que se mantêm em crescimento constante mesmo no cenário pós-pandemia. 

Paralelamente, a diversificação de oferta se intensificou com dezenas de plataformas disputando a atenção dos consumidores, ampliando opções e forçando inovação constante para se diferenciarem no mercado.

Essa expansão foi facilitada pela democratização do acesso que os marketplaces proporcionaram, permitindo que pequenos e médios vendedores ingressem no e-commerce sem grandes investimentos iniciais em infraestrutura. 

Complementando esse cenário, as plataformas têm investido pesado em tecnologia, direcionando recursos significativos para inteligência artificial, otimização logística e melhoria contínua da experiência do usuário.

Novos Players Internacionais

Com a expansão dos marketplaces, o mercado brasileiro também atraiu gigantes globais:

  • Shein: alcançou 9,3 milhões de visitas, subindo da 7ª para a 5ª posição em acessos, ultrapassando Samsung e OLX (Conversion).
  • AliExpress: ultrapassou a Magazine Luiza em tráfego, reforçando a força dos players chineses.
  • Temu: teve crescimento explosivo em julho de 2025, com +70% em relação a junho e 168 milhões de visitas adicionais, superando até o Mercado Livre no ranking de acessos (Conversion).

Oportunidades e desafios para marcas e lojistas

Se por um lado o avanço dos marketplaces amplia o acesso dos consumidores e abre oportunidades para vendedores de todos os portes, por outro traz novos desafios. A concorrência é cada vez mais acirrada, o preço se torna extremamente sensível e as margens podem ser corroídas por guerras de preços. Nesse ambiente, acompanhar concorrentes, ajustar estoques e monitorar movimentações de mercado deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade estratégica.

Em resumo, 2025 marca a consolidação definitiva dos marketplaces como o principal palco do e-commerce brasileiro. Eles oferecem oportunidades de crescimento exponencial, mas também exigem preparo e inteligência competitiva para que marcas e lojistas consigam se destacar. O futuro do comércio eletrônico no Brasil pertence àqueles que souberem transformar dados em estratégia e competir não apenas com presença, mas com inteligência.